Comunicação não verbal: como decifrar gestos e expressões

Duas mulheres conversando e gesticulando.

No post de hoje vamos falar sobre um assunto que vem ganhando atenção nos últimos anos: a comunicação não verbal e como ser capaz de interpretar gestos e expressões, a famosa linguagem corporal!

Você já parou para pensar que, mesmo quando alguém não fala nada, ela ainda está se comunicando? E que muitas vezes, um gesto vale mais do que mil palavras? Isso acontece graças a comunicação não verbal, que passou a ser estudada com mais afinco atualmente. 

A linguagem corporal é um conjunto de várias expressões do corpo, que envolve gestos, expressão dos músculos do rosto, postura corporal e até mesmo a forma de olhar. 

Além disso, a entonação da voz também revela muito na expressão, pois ela pode confirmar ou negar o que está sendo dito. 

Por isso, saber como entender a comunicação não verbal é extremamente importante para suas relações. Continue a leitura e aprenda a decifrar como interpretar melhor os gestos e expressões das pessoas (e as suas também)! 

O Cérebro e a Comunicação Não Verbal

Uma mesa de café com pessoas falando e gesticulando.

Em primeiro lugar, é preciso entender como o nosso cérebro é capaz de processar todas as informações durante uma conversa. 

Segundo estudos da neurociência, a área do cérebro responsável por interpretar expressões faciais e gestos é o córtex pré-frontal. Porém, o processo de interpretar e avaliar essas informações envolve várias redes neurais biológicas ao mesmo tempo. 

Elas trabalham em conjunto para formar um resultado completo do que você está vendo e ouvindo. Vale lembrar que isso acontece de maneira muito rápida, o que faz a informação parecer automática para nós. 

Um bom exemplo disso é que, quando vemos alguém sorrindo, nosso cérebro processa a informação de maneira positiva. Isso faz com que ele ative os circuitos neurais que nos fazem sentir tranquilidade e relaxamento. 

Um exemplo contrário é, se durante uma conversa a pessoa franze a testa e/ou aproxima as sobrancelhas, nosso cérebro interpreta a informação como irritação ou desagrado. Sendo assim, ele ativa os circuitos neurais que nos fazem ficar desconfortáveis. 

Conhecer essas reações biológicas de nosso cérebro é muito importante para aprendermos a lidar com a nossa própria reação e comportamento diante de uma conversa. 

Expressões faciais: janelas abertas para a emoção

Agora que você entendeu como seu cérebro reage diante da linguagem corporal emitida por seu interlocutor, vamos falar um pouco sobre as expressões faciais. Elas são verdadeiras janelas abertas para expressar a emoção de alguém, inclusive a sua!

Imagine que você encontra alguém que está sorrindo, com os olhos semicerrados e brilhantes e as sobrancelhas relaxadas. Você provavelmente vai pensar que essa pessoa está muito feliz e animada, não é mesmo? 

Por outro lado, se você encontra uma pessoa com os olhos arregalados, expressão séria e os cantos da boca puxados para baixo, a mensagem é outra. Você provavelmente vai pensar que essa pessoa está com medo ou altamente estressada. 

Durante uma conversa, as expressões faciais são mais dinâmicas, pois normalmente seguem o rumo da conversa. Imagine que você fala algo desagradável para uma pessoa que está feliz. 

Você com certeza será capaz de notar a mudança imediata na expressão, os olhos se estreitando, a testa franzindo e o sorriso se desfazendo. É assim que a antiga expressão de felicidade se torna expressão de desagrado. 

Vale lembrar que as mudanças podem ser bastante rápidas e sutis, pois existem pessoas mais expressivas, outras menos. No entanto, sempre é possível observar como essas variações estão relacionadas às emoções despertadas durante a interação. É como se as expressões faciais fossem janelas para a emoção de alguém.

Gestos e postura corporal: mais do que palavras

Além da expressão facial, os gestos e a postura corporal também influenciam bastante na comunicação não verbal. 

Muitas vezes, mesmo que a pessoa esteja com uma expressão facial alegre e falando de maneira positiva, esses elementos podem dizer exatamente o contrário. 

Essa falta de concordância pode ser bem observada quando a pessoa está concordando com algo contra sua vontade. Os exemplos de gestos e postura negativos nesse caso podem ser braços cruzados e movimento de negação com o rosto ao afirmar algo. 

Por outro lado, se alguém está sendo sincero em sua comunicação, os elementos da expressão facial, gestos e postura corporal conversam harmoniosamente entre si. Por exemplo, a pessoa está sorrindo, confirmando com a cabeça e com as mãos em direção ao seu interlocutor, com as palmas viradas para cima ou na lateral. Se somado a esse conjunto de expressões, a fala da pessoa é positiva, toda a composição da comunicação se confirma, então é possível perceber que a pessoa está interagindo de maneira sincera. 

O interessante é que nosso cérebro costuma captar esses sinais de maneira quase automática para a nossa percepção. Isso acontece porque todo o processo de captação e análise da linguagem corporal acontece muito rapidamente. 

No entanto, à medida que você estuda comunicação não verbal e aprende como decifrar gestos e expressões, a interpretação passa a ser mais racional do que emocional. 

É importante dizer que essa não é uma ciência exata, então é preciso considerar que algumas pessoas podem ser menos expressivas e os sinais nem sempre serão um padrão aplicável para todos. 

Como melhorar a compreensão da comunicação não verbal

Duas mulheres tomando café e conversando em uma mesa de trabalho. Detalhes como gestos e expressão facial são importantes na comunicação não verbal.

Agora que você entendeu um pouco mais sobre como a comunicação não verbal funciona e como ela é interpretada pelo seu cérebro, você pode praticar prestando atenção nisso em suas interações. 

Claro que, da mesma maneira que você pode estar interpretando os gestos e expressões dos outros, você também pode estar sendo analisado durante a conversa. 

Portanto, uma boa dica para melhorar sua compreensão da linguagem não verbal é procurar ser o mais natural possível. Evite ficar olhando fixamente para cada movimento da pessoa, pois isso pode deixá-la desconfortável e desconfiada.

Também não é muito educado ficar encarando fixamente as pessoas, isso pode parecer até um pouco estranho para quem conversa com você, então mantenha a discrição.

Por fim, vale lembrar que a empatia é muito importante nas interações e que nenhuma ciência é “dona de toda verdade”. Às vezes, a pessoa pode estar passando por um momento difícil na vida, seja no âmbito pessoal, familiar ou qualquer outro.  Nesse caso, ela pode estar fazendo um esforço enorme para ser agradável durante a conversa, mas seu estado emocional pode prejudicar sua comunicação, de maneira que não pareça sincera ou assertiva. 

Lembre-se que nem tudo é sobre você em uma interação, portanto seja sensível e evite tirar conclusões precipitadas ou definitivas em uma conversa superficial. Se a pessoa for importante em sua vida, procure se aproximar mais e saber o que está acontecendo ou dê tempo ao tempo e veja como as coisas acontecem. 

Além disso, é sempre bom frisar que as pessoas são complexas, únicas e reagem de maneiras diferentes a diversos fatores. Dessa maneira, questões como personalidade individual, costumes regionais e criação ou ambiente familiar também podem interferir na comunicação não verbal.

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